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Nos deparamos em algum momento com sites que não abrem, ou o seu acesso é muito lento, ao ponto de recebermos o aviso do Browser de que o “tempo limite” para acessá-lo foi atingido. Em outros casos, o provedor de acesso à Internet não encontra, ou não “libera” o acesso para certos endereços. Neste último caso, essa configuração de acesso pode ser feita em uma rede fechada, local; como por exemplo, uma empresa. Impedindo que alguns sites sejam acessados.

Uma rede pode ser configurada com um intermediário entre o usuário e a rede externa, essa configuração de rede é o que chamamos de proxy.

Me deparei com o seguinte problema esta semana: tentava acessar meus sites, hospedados em um servidor, utilizando meu provedor de acesso, no caso, a GVT; e inesperadamente não mais os acessava desta minha rede. Fiz um teste de minha conexão 3G e os sites entravam. Em rápida busca pela web, encontrei diversos usuários reclamando deste problema, onde o seu provedor de acesso, apresentava a mesma instabilidade para acessar alguns sites, aleatórios.

Fiz um novo teste, via terminal, utilizando os comandos ping e traceroute; para tentar encontrar alguma informação sobre o que poderia estar acontecendo. Ambos os comandos me retornavam falhas de IP ou de entrega de pacotes. Foi então que me lembrei de um serviço interessante, o WEBPROXY, e que poderia tirar essa minha dúvida, de que o problema poderia ser de acesso da minha rede para com os servidores de hospedagem. Dito e feito, utilizando um serviço de webproxy( existem vários na internet, porém, eu utilizei o zendproxy.com ), consegui acessar os meus sites. Estava eu com problemas de acesso local à alguns endereços IP externos.

O que faz o webproxy?

O webproxy funciona como outro intermediário, entre seu acesso à rede e os outros sites externos; ou seja, ele ignora suas configurações de proxy locais, inclusive de bloqueios de sites.

Ainda não satisfeito com essa “descoberta”, continuei minhas pesquisas sobre configurações de proxy, rede, acesso, etc. Encontrei outras informações interessantes, mas destaco aqui duas delas: o uso de OPENDNS para configurar seus roteadores, e a utilização da rede TOR, juntamente com o navegador TOR.

O que seria o OPENDNS?

OPENDNS é um serviço gratuito de resolução de DNS, tornando seu acesso à internet mais limpo, rápido e estável. Entendam, sua conexão não fica mais rápida, o que ocorre é que o seu acesso à sites obtém uma resposta mais rápida dos mesmos.

Quando acessamos à internet através de nosso serviço de provedor, são utilizados os DNS desses provedores, e o que fazemos com o OPENDNS é substituir esses DNS padrão, por DNS deste serviço.

A configuração é feita no seu roteador, no meu caso é o Dlink. No site do OPENDNS existem tutoriais para diversos modelos, mas a base é a mesma. Observem abaixo os valores de DNS preenchidos no Dlink.

roteador

Fazendo isso, basta acessar http://www.opendns.com/welcome/ e conferir o aviso de confirmação. Veja abaixo.

opendns

E, tratando de Internet, acesso, proxy, segurança e privacidade, não poderia deixar de fora a rede TOR. Bem, com a rede TOR e o navegador TOR, eu matei todos os coelhos de uma única vez. Isso mesmo, utilizando o navegador TOR, em minha rede, acessei todos os sites que antes apresentavam problemas, sem nem mesmo precisar de um serviço de webproxy.

tor

Apesar da rede ser um pouco mais lenta, você tem controle total sobre o que está rodando nos sites que acessa. O TOR é a melhor forma de acesso à Internet com privacidade, sem deixar rastros; além de ser uma porta interessante para começar a navegar na Deep web, mas isso é assunto para outro artigo.

 

 

 

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